Pesquisar este blog

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Indústria frigorífica busca soluções para melhorar saúde e segurança do trabalhador


Trabalhar na indústria frigorífica impõe desafios ao trabalhador, que precisa enfrentar o ambiente frio, a exposição a instrumentos cortantes e os riscos de doenças causadas pelas condições de trabalho, como lesões por esforço repetitivo. Desafios ainda maiores enfrentam as indústrias do setor, que precisam se adequar para evitar acidentes e doenças ocupacionais e atender a uma legislação complexa e pouco condizente com a realidade brasileira. O assunto foi discutido no dia 7 de fevereiro, na FIEMG, em seminário sobre Saúde e Segurança na Indústria Frigorífica realizado pela Câmara da Indústria de Alimentos da entidade e o SESI/MG. “Temos uma oportunidade única de esclarecer aspectos relacionados às exigências legais e encontrar soluções para garantir a saúde e a segurança do trabalhador e a produtividade das indústrias”, salientou o presidente da Câmara, Cássio Braga dos Santos.
Segundo ele, as normas que regulamenta NR 36 (que dispõe sobre Saúde e Segurança no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados), são extremamente complexas e implicam custos elevados para as empresas. “Normas como NR-10, NR-12 e NR-36 foram concebidas sobre um ideal utópico, baseadas em critérios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que não consideram a realidade do país e impactam a produtividade e competitividade das empresas”, afirmou Santos. “O grande desafio é encontrar soluções para manter as empresas funcionando”, completou.
O Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Carnes e Derivados e do Frio de Minas Gerais (Sinduscarne) agrega cerca de 700 empresas, a maioria de pequeno e médio porte. Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o segmento gera mais de 10 mil empregos.
Fonte: FIEMG
Data: 07/02/2017

Nenhum comentário:

Postar um comentário